Lelo: reforma da Previdência vai ter ajustes

Lelo: reforma da Previdência vai ter ajustes

Compartilhe essa notícia:

Com as conversas para garantir os apoios à reforma da Previdência seguindo a todo vapor, o líder da maioria na Câmara, deputado Lelo Coimbra (PMDB), afirma que o texto elaborado pelo governo de Michel Temer (PMDB) será “aprimorado”. A aprovação da proposta, segundo Lelo, é essencial para que o Brasil volte aos trilhos do desenvolvimento, gerando emprego e renda. O número de desempregados chegou à marca recorde de 13,5 milhões de pessoas.

“Vamos construir convergências em torno dos pontos mais polêmicos da reforma da Previdência. Até a próxima quarta-feira, teremos os ajustes dos pontos que têm trazido mais dúvidas e, com certeza, teremos a possibilidade de construir uma imensa maioria que aprovará o texto”, destacou.

Entre as reivindicações que devem ser incluídas ao texto original estão a idade de aposentadoria mínima diferente entre homens e mulheres (o texto original propõe 65 anos para ambos), regras de transição mais flexíveis, concessões na aposentadoria rural, no acúmulo de aposentadoria e pensão, e nas aposentadorias especiais.

O líder da maioria, que tem participado ativamente das articulações sobre esse tema, explicou, entretanto, que o governo está analisando os cenários de alterações e que ainda é prematuro antecipar como ficará o texto final. 

Para garantir a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC 287/16), são necessários, pelo menos, 308 votos entre os 513 deputados, nos dois turnos de votação. A base governista, de acordo com Lelo, tem cerca de 400 parlamentares na Câmara. Após aprovação do relatório na comissão especial que discute a reforma, o texto será analisado e votado no plenário da Câmara. Só depois segue para o Senado, para mais dois turnos de votação.

Populismo

Lelo também criticou a forma como a oposição petista tem discutido o tema. “Com populismo, visando às eleições de 2018. A crise que estamos gerenciando e superando é um passivo das administrações passadas. Comprovadamente, Lula e Dilma já sabiam, naquela época, que a reforma da Previdência era necessária. Só que optaram por não descer do palanque, diante do desgaste. Esse tema tem que ser debatido e analisado com responsabilidade, buscando o melhor para o nosso povo e para o Brasil”, destacou.

O deputado informou ainda que déficit das contas da previdência da União e dos Estados atingiu R$ 316,5 bilhões em 2016, um crescimento de 44,4% em relação a 2015. “Esse rombo não se resolve num passe de mágica. A conta não fecha, a quantidade de valores arrecadados através da contribuição é menor que os benefícios pagos. Queremos garantir a todos o direito de se aposentarem com dignidade e, ao mesmo tempo, com segurança de receberem suas aposentadorias. As divergências são muito normais e bem saudáveis quando se trata de temas complexos e que afetam a vida de muitas pessoas. O debate, entretanto, tem que ser qualificado e responsável”, finalizou.

 

Foto: Agência Câmara 

Compartilhe essa notícia: